Primeiro quero dizer que estou feliz por ter vencido este ano, já que não foi fácil viver e conviver com alguns, dos vários, acontecimentos do mesmo. Devo dizer, também, que encontrei algumas pessoas pelo qual vou levar para sempre comigo. Seja na lembrança ou no coração.
Vocês, meus amigos, "fakeianos". O que dizer de vocês, ein? Como agradecer por cada sorriso que vocês me proporcionaram? Como agradecer por cada momento em que vocês me disseram "Levanta a cabeça, Vince"? Como? Não sei, meus amigos. Não sei, mesmo.
Sempre tive aqui, digo, a internet como um momento em que meus problemas desapareciam. Mas claro, eu sempre arrumei problemas por aqui, também e, vocês sempre ali, ao meu lado, seja pra me mandar calar a boca porque eu estava sem a razão, seja pra me apoiar naquilo que eu achava estar certo. Alguns de vocês me deixaram quebrar a cara, porque sabe que só assim, aprendo. Alguns de vocês, avisaram. Outros, apenas me acompanhavam na "cagada". No final, estávamos sempre no mesmo lugar e de mãos dadas.
Houve desentendimentos, brigas, discussões e xingamentos. Mas também houve carinho, dedicação, desculpas... Houve um pouco de tudo.
Meus amigos... Meus queridos amigos. Amigos. Porque é assim que vocês devem ser chamados: Amigos. Com letra maíuscula. Ou seria Melhores Amigos? Acho que assim fica melhor.
Enfim, Melhores Amigos, agradeço por vocês serem vocês, apenas. E digo à aqueles que não acredita que atráves da internet pode se fazer amigos: Você não sabe de nada.
E não, não quero mais falar. Ah, não sei, mas acho que quando estivermos mais velhos não vamos mais ter contato, porquê vou ter filhos. (Piadas interna)
Eu amo vocês. Eu amo muito vocês.
Odin, Verônica, Olívia, Yann, Teo, Loui, Elisabeth, Luna e Shaiskê (hehe).
Thaís, Hyasminny, Amanda, Lia, Bárbara, Blenda, Camila, Bianca e Iego.
Ps: Vocês não são mais meus amigos "fakeianos", vocês são Meus Amigos. Meus Melhores Amigos.
#CALDEIRÃO
sábado, 24 de dezembro de 2011
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Guri e Guria - Amor estranho
Ê amorzinho complicado esse de vocês, ein? Não sei o que é pior. Se é você sem ela ou se é ela sem você, é que os dois ficam tão insuportáveis que chega uma hora em que eu não sou mais o amigo-ouve-tudo de vocês.
Por que é que vocês não juntam toda essa coisa ao invés de afastar cada vez mais? Olha aí, guria, dá uma chance pra esse guri. O cara te ama, vamos lá. Se não der certo, pelo menos ele teve a prova de que não ia dar certo e pronto, fim. Vocês tentaram. Mas não, você o repele. Você o joga pra escanteio, isso quando não chuta pra fora e eu sou o gandula que vou lá buscar a maldita bola. Ou ele, no caso. Cuido do cara com todo carinho possível, faço-o sorrir, jogo mulheres em cima dele, mas porra, ele só sabe falar de você.
É complicado, eu sei. Mas vocês se adaptam um ao outro, quer dizer, você se adapta à ele. Porque ele já se adaptou a você faz tempo. Ele te leva na mochila pra faculdade, no jaleco, na cabeça e no coração. O cara perde três matérias na faculdade, porque se preocupa em estar presente no MSN quando você está. Seja lá a hora que for. Ele quer te fazer sorrir, você só quer a presença dele. Nada demais.
O cara diz que larga tudo e vai te ver, você responde com um "calma, agora não dá", deixa ele tentar, vai. Dá uma chance. Não custa. Já disse: se não der certo, ao mesmo ele teve a prova disso. Mas olha só, Guria, o tempo passa e as coisas mudam. Não sei se o amor desse Guri, desse Cara, vai mudar... Porque é forte e concreto demais, às vezes, quando ele cansa da éstoria de só esperar por você, ele diz que não quer mais e que vai esperar que você queira, mas no fundo, ele só está esperando por um "fica comigo, Guri" pra ele voltar pros seus braços e te amar até que o sol tome o lugar da lua novamente.
Por que é que vocês não juntam toda essa coisa ao invés de afastar cada vez mais? Olha aí, guria, dá uma chance pra esse guri. O cara te ama, vamos lá. Se não der certo, pelo menos ele teve a prova de que não ia dar certo e pronto, fim. Vocês tentaram. Mas não, você o repele. Você o joga pra escanteio, isso quando não chuta pra fora e eu sou o gandula que vou lá buscar a maldita bola. Ou ele, no caso. Cuido do cara com todo carinho possível, faço-o sorrir, jogo mulheres em cima dele, mas porra, ele só sabe falar de você.
É complicado, eu sei. Mas vocês se adaptam um ao outro, quer dizer, você se adapta à ele. Porque ele já se adaptou a você faz tempo. Ele te leva na mochila pra faculdade, no jaleco, na cabeça e no coração. O cara perde três matérias na faculdade, porque se preocupa em estar presente no MSN quando você está. Seja lá a hora que for. Ele quer te fazer sorrir, você só quer a presença dele. Nada demais.
O cara diz que larga tudo e vai te ver, você responde com um "calma, agora não dá", deixa ele tentar, vai. Dá uma chance. Não custa. Já disse: se não der certo, ao mesmo ele teve a prova disso. Mas olha só, Guria, o tempo passa e as coisas mudam. Não sei se o amor desse Guri, desse Cara, vai mudar... Porque é forte e concreto demais, às vezes, quando ele cansa da éstoria de só esperar por você, ele diz que não quer mais e que vai esperar que você queira, mas no fundo, ele só está esperando por um "fica comigo, Guri" pra ele voltar pros seus braços e te amar até que o sol tome o lugar da lua novamente.
Um quase-natal
É quase noite de natal e eu não vejo nada de bom acontecendo. Cadê o papai noel preparando o trenó pra descer aqui em casa? Tudo bem que aqui nem tem uma árvore pra ele colocar os presentes de baixo, mas poxa, tem uma guirlanda na porta com uma caricatura. É pequena, mas é de bom agrado. Fui um bom menino esse ano, fiz quase tudo que eu devia fazer. Errei algumas vezes, mas quem é que não erra, não é mesmo papai noel? Então.
Já é quase natal e eu não sei o que foi esse ano. Não tirei proveitos e nem desproveitos dele. Parece até que não vivi esse ano. O que é que aconteceu? Passou tão depressa. Nem vi.
Deixei alguns amores passarem, alguns... Nem tanto. Paixões. Ah, tive muitas paixões. Paixões fogosas, paixões carinhosas, paixões frias, paixões estranhas. Paixões, apenas. Tenho e tive um amor. Terei ele pro ano que vem, ainda. Amor estranho, corroído. Estragado. Quebrado. Fodido e todo estralhaçado, mas ainda amor. Estou na busca pelo conserto desse amor aí, papai noel. Sabe como é, depois de tanto procurar ela em outro alguém descobri que só ela será. Mas tem outra coisa, esse amor de tanto ser amor, está desgastado e pelo que eu vejo, tem algo pintando ai. Vai saber se é amor, se é paixão, se é amizade ou sei lá o quê. Mas deixa isso pro próximo texto.
Nessa quase-noite de natal, devo dizer que chorei. Ou ao menos derramei algumas lágrimas... Lembrei dos outros 25 de dezembro que vivi. A maioria não-legais, é verdade. Mas é 25 de dezembro e tenho a obrigação de sorrir. Infelizmente, não dá pra chorar o dia todo. Porque na realidade, era isso que eu queria poder fazer. Queria apenas poder me fechar em um quarto qualquer e chorar. Chorar. Chorar. Chorar. Se possível até dia 2 de janeiro de 2012.
Olha, eu queria poder falar sobre o motivo desse choro, mas isso, é outra história que, talvez, eu conte no dia 23 de dezembro de 2012. Feliz natal - você que gosta de natal. E papai noel, eu estava brincando, eu não acredito que você venha me trazer presentes e muito menos que você exista. Na verdade, eu não acredito é nessa confraternização toda desse dia estranho que é 25 de dezembro.
Já é quase natal e eu não sei o que foi esse ano. Não tirei proveitos e nem desproveitos dele. Parece até que não vivi esse ano. O que é que aconteceu? Passou tão depressa. Nem vi.
Deixei alguns amores passarem, alguns... Nem tanto. Paixões. Ah, tive muitas paixões. Paixões fogosas, paixões carinhosas, paixões frias, paixões estranhas. Paixões, apenas. Tenho e tive um amor. Terei ele pro ano que vem, ainda. Amor estranho, corroído. Estragado. Quebrado. Fodido e todo estralhaçado, mas ainda amor. Estou na busca pelo conserto desse amor aí, papai noel. Sabe como é, depois de tanto procurar ela em outro alguém descobri que só ela será. Mas tem outra coisa, esse amor de tanto ser amor, está desgastado e pelo que eu vejo, tem algo pintando ai. Vai saber se é amor, se é paixão, se é amizade ou sei lá o quê. Mas deixa isso pro próximo texto.
Nessa quase-noite de natal, devo dizer que chorei. Ou ao menos derramei algumas lágrimas... Lembrei dos outros 25 de dezembro que vivi. A maioria não-legais, é verdade. Mas é 25 de dezembro e tenho a obrigação de sorrir. Infelizmente, não dá pra chorar o dia todo. Porque na realidade, era isso que eu queria poder fazer. Queria apenas poder me fechar em um quarto qualquer e chorar. Chorar. Chorar. Chorar. Se possível até dia 2 de janeiro de 2012.
Olha, eu queria poder falar sobre o motivo desse choro, mas isso, é outra história que, talvez, eu conte no dia 23 de dezembro de 2012. Feliz natal - você que gosta de natal. E papai noel, eu estava brincando, eu não acredito que você venha me trazer presentes e muito menos que você exista. Na verdade, eu não acredito é nessa confraternização toda desse dia estranho que é 25 de dezembro.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Perdi você de mim
Sabe o que me dói mais? Não é saber que você não quer voltar. É saber que você quer, mas que não sabe como voltar. Saber disso dói. Dói lá no fundinho, nas entranhas das entranhas, sabe?
Dói porque prometemos que seríamos sempre "nós" e nos tornamos em um "eu e você" tão seco, tão cheio de... Nada! Um tudo que não tem nada. Um nada que não é nem nada, mais. Acabou de um jeito estranho. Eu deixei acabar desse jeito. Eu deixei a "coisa" me corroer e correr de mim. Se eu devo me desculpar, eu não sei e na verdade, acho que não quero mais saber.
Nós perdemos de vez. Eu soltei sua mão e estou feito louco gritando no meio do nada, pra nada. Você, em algum lugar, me ouve, eu sei. Mas não sabe como chegar até mim. Não sabe como voltar ao seu ponto de origem. Ao seu porto seguro. Eu não devia ter soltado sua mão, desculpa por isso. Mas se uma hora você conseguir definir da onde é que meu grito está vindo, por favor, siga-o. Eu, provavelmente, estarei sentado em algum canto, olhando pro céu e contando algumas poucas estrelas que nele está.
Aproxime-se sem medo, sente-se ao meu lado e se reencoste em mim. Eu deixo de contar as estrelas pra te abraçar e segurar sua mão. Prometo não te soltar, mas antes, preciso que você queira que eu te segure, novamente.
Um beijo e te cuida aonde quer que você esteja.
Dói porque prometemos que seríamos sempre "nós" e nos tornamos em um "eu e você" tão seco, tão cheio de... Nada! Um tudo que não tem nada. Um nada que não é nem nada, mais. Acabou de um jeito estranho. Eu deixei acabar desse jeito. Eu deixei a "coisa" me corroer e correr de mim. Se eu devo me desculpar, eu não sei e na verdade, acho que não quero mais saber.
Nós perdemos de vez. Eu soltei sua mão e estou feito louco gritando no meio do nada, pra nada. Você, em algum lugar, me ouve, eu sei. Mas não sabe como chegar até mim. Não sabe como voltar ao seu ponto de origem. Ao seu porto seguro. Eu não devia ter soltado sua mão, desculpa por isso. Mas se uma hora você conseguir definir da onde é que meu grito está vindo, por favor, siga-o. Eu, provavelmente, estarei sentado em algum canto, olhando pro céu e contando algumas poucas estrelas que nele está.
Aproxime-se sem medo, sente-se ao meu lado e se reencoste em mim. Eu deixo de contar as estrelas pra te abraçar e segurar sua mão. Prometo não te soltar, mas antes, preciso que você queira que eu te segure, novamente.
Um beijo e te cuida aonde quer que você esteja.
domingo, 11 de dezembro de 2011
Minha Preta
- Você sente-se bem?
- Não.
- Por quê?
- Não sei, sinto como se algo dentro de mim fosse me devorar.
- Algo? O quê? Do que está falando?
Suspirei por um segundo antes de responder e logo desparei: - Esse amor... Essa coisa está me devorando. Está me matando, me comendo de dentro pra fora. Isso não está certo e eu realmente não sei como fazer pra tirar isso de mim. Pra jogar pra fora, acabar com isso ou achar um jeito de alimentá-lo sem ser dos meus orgãos, dos meus pensamentos. Dos meus sentimentos.
Um silêncio intenso tomou o lugar assim que acabei de falar. Fiquei olhando para o rosto dela, tentando decifrar o que ela estava sentindo ou o que ela estava pensando e de repente ela se atropelou nas palavras.
- Você é um idiota. Você me perde porque quer. Você faz isso porque você quer. Você me tem nas mãos e ao invés de fechar os dedos e me prender, você faz questão de abrir bem pra ver se me deixa escapar.
De verdade, eu não sabia o que dizer depois daquelas frases atropeladas dela. Não sabia como responder ou como corresponder à aquilo. Assenti com a cabeça e senti o olhar dela queimar em meu rosto. Abaixei o olhar rapidamente; eu não era capaz de encará-la. Não agora. Não naquela situação. Mantive o olhar baixo enquanto pude, até que ela soltou aquele suspiro baixo, aquele que ela sempre solta quando está farta de algo. Nessa hora percebi que, ou havia a perdido de verdade ou... Sei lá. Senti os dedos gelados da mão dela tocar meu rosto, fiquei mais gelado ainda. Nervoso maldito, engole esse choro, rapaz. - pensei. E então, ela com a voz mais calma e de um jeito mais manso disse:
- Eu te amo. Eu te amo muito. Mas não sei o que fazer contigo, comigo... Com a gente.
Ela tirou os dedos do meu rosto e eu fiquei mais uns segundos enfeitiçado por aqueles olhos meio verdes, meio castanhos, meio alguma coisa que eu não sei o que é. Meio eu te amo, meio... Deixa pra lá. Voltando do transe, eu sorri meio sem graça, meio sem jeito e procurei um jeito de me afastar. Não consegui, o que já era de se esperar, ao invés disso, dei um passo para frente e agarrei pela cintura. Deixei ela sentir meu hálito quente de um-quase-choro percorrer o pescoço que ela tentava esconder sem muito sucesso. Suspirei algumas vezes e soltei desesperado próximo ao ouvido dela: - Eu te amo, eu te amo, eu te amo muito mais do que todos esses "eu te amo" possa expressar. Eu te amo de um jeito que ninguém mais vai amar. Eu te amo de um jeito unico e bonito. E eu posso não ser o melhor cara do mundo, mas sou unico com todo esse amor louco e desenfreado por você. Preso dentro de mim, mas é por você. Eu sei, não é assim que você quer, não é assim que você sonhou. Mas deixa eu te fazer sorrir. Beijei aquele vãozinho entre a orelha e o pescoço dela assim que terminei a frase, senti ela se arrepiar e vi um sorriso bobo aparecer em meus lábios. Os braços dela se apertou em meu pescoço e eu a apertei em mim. Queria fundir meu corpo no dela naquele momento, queria parar o mundo inteiro, queria fazer ela entender que eu sou o idiota dela. Que eu sou o cara que ela odeia, mas ao mesmo tempo o que ela mais ama. Então, ela disse baixinho:
- Eu te odeio.
Sorri satisfeito ao ouvir aquilo, não sei por quê, mas de alguma forma eu sabia que aquilo era um "eu te amo" disfarçado. Subi minhas mãos e peguei as dela, entrelaçando nossos dedos. Dei um passo para trás, fitando os olhos dela. Selei o nossos lábios e logo murmurei: - Somos um só. Sempre vamos ser. Segura na minha mão e te apoia em mim. Não posso prometer que você não vai cair, mas posso prometer que vou estar lá pra te ajudar a levantar. Eu te amo, minha Preta.
- Não.
- Por quê?
- Não sei, sinto como se algo dentro de mim fosse me devorar.
- Algo? O quê? Do que está falando?
Suspirei por um segundo antes de responder e logo desparei: - Esse amor... Essa coisa está me devorando. Está me matando, me comendo de dentro pra fora. Isso não está certo e eu realmente não sei como fazer pra tirar isso de mim. Pra jogar pra fora, acabar com isso ou achar um jeito de alimentá-lo sem ser dos meus orgãos, dos meus pensamentos. Dos meus sentimentos.
Um silêncio intenso tomou o lugar assim que acabei de falar. Fiquei olhando para o rosto dela, tentando decifrar o que ela estava sentindo ou o que ela estava pensando e de repente ela se atropelou nas palavras.
- Você é um idiota. Você me perde porque quer. Você faz isso porque você quer. Você me tem nas mãos e ao invés de fechar os dedos e me prender, você faz questão de abrir bem pra ver se me deixa escapar.
De verdade, eu não sabia o que dizer depois daquelas frases atropeladas dela. Não sabia como responder ou como corresponder à aquilo. Assenti com a cabeça e senti o olhar dela queimar em meu rosto. Abaixei o olhar rapidamente; eu não era capaz de encará-la. Não agora. Não naquela situação. Mantive o olhar baixo enquanto pude, até que ela soltou aquele suspiro baixo, aquele que ela sempre solta quando está farta de algo. Nessa hora percebi que, ou havia a perdido de verdade ou... Sei lá. Senti os dedos gelados da mão dela tocar meu rosto, fiquei mais gelado ainda. Nervoso maldito, engole esse choro, rapaz. - pensei. E então, ela com a voz mais calma e de um jeito mais manso disse:
- Eu te amo. Eu te amo muito. Mas não sei o que fazer contigo, comigo... Com a gente.
Ela tirou os dedos do meu rosto e eu fiquei mais uns segundos enfeitiçado por aqueles olhos meio verdes, meio castanhos, meio alguma coisa que eu não sei o que é. Meio eu te amo, meio... Deixa pra lá. Voltando do transe, eu sorri meio sem graça, meio sem jeito e procurei um jeito de me afastar. Não consegui, o que já era de se esperar, ao invés disso, dei um passo para frente e agarrei pela cintura. Deixei ela sentir meu hálito quente de um-quase-choro percorrer o pescoço que ela tentava esconder sem muito sucesso. Suspirei algumas vezes e soltei desesperado próximo ao ouvido dela: - Eu te amo, eu te amo, eu te amo muito mais do que todos esses "eu te amo" possa expressar. Eu te amo de um jeito que ninguém mais vai amar. Eu te amo de um jeito unico e bonito. E eu posso não ser o melhor cara do mundo, mas sou unico com todo esse amor louco e desenfreado por você. Preso dentro de mim, mas é por você. Eu sei, não é assim que você quer, não é assim que você sonhou. Mas deixa eu te fazer sorrir. Beijei aquele vãozinho entre a orelha e o pescoço dela assim que terminei a frase, senti ela se arrepiar e vi um sorriso bobo aparecer em meus lábios. Os braços dela se apertou em meu pescoço e eu a apertei em mim. Queria fundir meu corpo no dela naquele momento, queria parar o mundo inteiro, queria fazer ela entender que eu sou o idiota dela. Que eu sou o cara que ela odeia, mas ao mesmo tempo o que ela mais ama. Então, ela disse baixinho:
- Eu te odeio.
Sorri satisfeito ao ouvir aquilo, não sei por quê, mas de alguma forma eu sabia que aquilo era um "eu te amo" disfarçado. Subi minhas mãos e peguei as dela, entrelaçando nossos dedos. Dei um passo para trás, fitando os olhos dela. Selei o nossos lábios e logo murmurei: - Somos um só. Sempre vamos ser. Segura na minha mão e te apoia em mim. Não posso prometer que você não vai cair, mas posso prometer que vou estar lá pra te ajudar a levantar. Eu te amo, minha Preta.
sábado, 10 de dezembro de 2011
Não leia
Não leia isso, aqui tem tudo o que você não quer ler.
Peguei o celular e apertei os números quase que automaticamente, dei conta que estava te ligando, quer dizer, estava quase te ligando. Apertei desesperadamente "cancelar chamada", quase acabei com o botão do celular e quando finalmente desligou, suspirei, não sei se de alívio ou se de arrependimento por não ter deixado chamar.
No final das contas, foi melhor assim. Você sabe. O que eu ia dizer? O que íamos dizer? Ficaríamos ambos calados sem saber como agir. Eu diria "Parabéns, universitária." você ia sorrir e dizer "obrigada", logo não teríamos mais assunto. Eu ia arrumar uma desculpa qualquer pra desligar e você ia fingir que acreditou que eu realmente ia fazer aquilo que disse.
Tenho estado com alguém, tenho tido carinho, tenho tido atenção, mas sinto falta de algo que só você sabe como preencher. Não sei o que é. Na verdade, eu não faço a mínima ideia do que seja. Você tem um jeito estranho, ciumento, possessivo e protetor de ser, acho que é disso que sinto falta. Posso ter tudo isso com outro alguém, posso gostar, posso querer, mas você ainda não saiu da minha cabeça e nem desocupou aquele canto do meu coração.
Não vou te pedir pra sair. Não vou te pedir pra ficar. Faça o que você quiser, eu aceito tudo. Juro. Um beijo da sua - sempre - guria. Te cuida enquanto eu não cuido. E eu avisei pra não ler.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Tentei não falar sobre você... Falhei!
Tenho me proíbo de escrever sobre você. Procuro, de todas as formas, desviar meus pensamentos e não te jogar uma enchorrada de palavras. Porque tudo o que eu tenho pra dizer ainda está em processo, talvez eu consiga daqui algum tempo ou talvez eu apenas guarde isso pra mim pelo resto da vida.
Queria saber falar o que você quer ouvir, mas não tenho nada muito bom pra te dizer. Só que sinto falta de você todos os momentos, mas é uma falta que dá pra ser suprida. Não é uma falta que me sufoca, é uma saudade gostosa de sentir, até. Te guardei na parte bonita da minha vida.
As discografias dos Los Hermanos, Legião Urbana, Marcelo Camelo, Thiago Pethit, Mallu Magalhães e Tiê estão todas aqui, ainda. Devo dizer que tenho ouvido mais À Palo Seco; A Outra; Dois Barcos; Olha só, Moreno; Os outros tem ficado sempre pra depois, depois que não chega nunca. Ah, tenho ouvido He is We também, sabe aquela All About Us? Então...
Te cuido de longe, minha Preta. Fica atenta, que eu te observo mesmo sem você perceber. Fica atenta, que eu te amo mesmo sem querer. E mais uma vez: Fica atenta.
Ainda te cuido, mas se cuida enquanto eu não estiver. Sua Guria - meio torta, meio ela.
Queria saber falar o que você quer ouvir, mas não tenho nada muito bom pra te dizer. Só que sinto falta de você todos os momentos, mas é uma falta que dá pra ser suprida. Não é uma falta que me sufoca, é uma saudade gostosa de sentir, até. Te guardei na parte bonita da minha vida.
As discografias dos Los Hermanos, Legião Urbana, Marcelo Camelo, Thiago Pethit, Mallu Magalhães e Tiê estão todas aqui, ainda. Devo dizer que tenho ouvido mais À Palo Seco; A Outra; Dois Barcos; Olha só, Moreno; Os outros tem ficado sempre pra depois, depois que não chega nunca. Ah, tenho ouvido He is We também, sabe aquela All About Us? Então...
Te cuido de longe, minha Preta. Fica atenta, que eu te observo mesmo sem você perceber. Fica atenta, que eu te amo mesmo sem querer. E mais uma vez: Fica atenta.
Ainda te cuido, mas se cuida enquanto eu não estiver. Sua Guria - meio torta, meio ela.
Ano de merda
Fala pra mim quem é que não se fodeu nesse ano maldito que foi o de 2011. Fala que você foi feliz e que não teve nenhuma decepção que eu te corto o que você tem de mais valioso, fora. Não minta, cara. Sua vida tá uma merda e foi uma merda esse ano. Vamos lá, você passou na faculdade? Ok, pontos pra você. Você fechou o semestre sem pegar nenhuma DP? Não? Ok, pontos pro ano de merda. Você namorou a menina mais linda? Ok, pontos pra você. Ela mora na mesma cidade que você? Não? Ok, pontos pro ano filho da puta. Você está tão empolgada que está dizendo que meu texto não faz sentido. Ok, tudo bem, ele não faz sentido. Mas o que nesse ano fez sentido? A morte do Bin Laden?
Meu querido ano de 2011, chega. Eu já cansei de você e de toda a sua merda. Pode sair e nunca mais voltar, por favor? Desejo a você tudo que você não me deu. Boa sorte em 2012.
Meu querido ano de 2011, chega. Eu já cansei de você e de toda a sua merda. Pode sair e nunca mais voltar, por favor? Desejo a você tudo que você não me deu. Boa sorte em 2012.
Sem sorrisos por hoje
Sorrio pouco, se quer saber. Na verdade, eu desacostumei com essa coisa de "sorrir", sabe? Pra que mostrar os dentes e fazer um barulho estranho pra alguém que, pra você, é mais estranho ainda? A vida não tem sido fácil, sabe como é.
Um dia desses me peguei olhando meu reflexo no espelho. Expressão fechada, olhos caídos, sobrancelhas retas, sorriso que não existia nem se eu forçasse. Um "Por quê?" ecoou dentro da minha cabeça e eu abri um pequeno e discreto sorriso no canto dos lábios. Eu estava me olhando ali, e não sabia porque diabos eu estava daquele jeito. Mas eu estava. Eu estava pra baixo. Estava assim... Sei lá. Nada parecia fazer diferença. Nem aquela imagem horrenda na minha frente poderia fazer diferença, quer dizer, aquilo é o que menos faria diferença.
Depois de perceber aquele sorrisinho amarelho no canto de meus lábios, voltei a expressão inicial. E vi uma lágrima surgir no canto de meus olhos. Eu não queria chorar. Eu nunca quero chorar. Mas eu precisava, algo ali, precisava ser posto pra fora. Algo ali, precisava sair. Eu precisava sair de mim.
A minha vontade, na verdade, era de socar aquele espelho e me ver toda despedaçada no chão, faria mais sentido. Sim, faria. E como faria. Um pouco do sangue dos cortes que iam surgir em meus dedos, daria o toque final em todos aqueles pedaços de mim. Mas eu não podia. Eu tinha algo maior a tratar. Eu tenho algo maior a tratar. A lidar. Eu tenho um "eu" bem grande dentro de mim precisando ser curado.
Sai do banheiro e percebi que havia chorado menos do que eu imaginava, na verdade, acho que foi apenas uma lágrima e só. Estou seca demais. Entrei para o meu quarto, fechei a porta, caminhei de um lado para o outro como se procurasse algo, me dei conta que estava procurando a mim. Resumi mentalmente: Estou enlouquecendo. Caminhei até a cama, deitei devagar e estendi a mão para desligar o interruptor da luz, o fiz. Fechei os olhos e descobri que as coisas só fazem sentido quando me desligo. De mim. De você. De nós e de todo o resto.
Um dia desses me peguei olhando meu reflexo no espelho. Expressão fechada, olhos caídos, sobrancelhas retas, sorriso que não existia nem se eu forçasse. Um "Por quê?" ecoou dentro da minha cabeça e eu abri um pequeno e discreto sorriso no canto dos lábios. Eu estava me olhando ali, e não sabia porque diabos eu estava daquele jeito. Mas eu estava. Eu estava pra baixo. Estava assim... Sei lá. Nada parecia fazer diferença. Nem aquela imagem horrenda na minha frente poderia fazer diferença, quer dizer, aquilo é o que menos faria diferença.
Depois de perceber aquele sorrisinho amarelho no canto de meus lábios, voltei a expressão inicial. E vi uma lágrima surgir no canto de meus olhos. Eu não queria chorar. Eu nunca quero chorar. Mas eu precisava, algo ali, precisava ser posto pra fora. Algo ali, precisava sair. Eu precisava sair de mim.
A minha vontade, na verdade, era de socar aquele espelho e me ver toda despedaçada no chão, faria mais sentido. Sim, faria. E como faria. Um pouco do sangue dos cortes que iam surgir em meus dedos, daria o toque final em todos aqueles pedaços de mim. Mas eu não podia. Eu tinha algo maior a tratar. Eu tenho algo maior a tratar. A lidar. Eu tenho um "eu" bem grande dentro de mim precisando ser curado.
Sai do banheiro e percebi que havia chorado menos do que eu imaginava, na verdade, acho que foi apenas uma lágrima e só. Estou seca demais. Entrei para o meu quarto, fechei a porta, caminhei de um lado para o outro como se procurasse algo, me dei conta que estava procurando a mim. Resumi mentalmente: Estou enlouquecendo. Caminhei até a cama, deitei devagar e estendi a mão para desligar o interruptor da luz, o fiz. Fechei os olhos e descobri que as coisas só fazem sentido quando me desligo. De mim. De você. De nós e de todo o resto.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Carta sem remetente
Chega um momento que as coisas não cabem mais dentro de você e tudo o que você mais quer, é botar pra fora. Algumas pessoas gritam, algumas choram, outras apenas escrevem.
A forma mais fácil de falar sem que ninguém te ouça, é escrever. Eu não quero ser ouvido, de verdade. Eu apenas quero desabafar algo preso dentro de mim. Essa coisa que mais parece aquelas bigornas de cartoon, amarrada ao meu pescoço me puxando pro fundo do buraco. Pro fundo do poço. Pro fundo do fundo da vida. O fracasso. O fracasso de um lutador. De um jogador. Esse sou eu.
Cai, meus amigos. E agora sinto como se o chão fosse tão macio que não quero me levantar, quero apenas me revirar aqui e olhar para o céu. Deixa eu contar algumas estrelas, deixa eu ver o sol nascer, deixa eu ver o sol sumir e o céu se transformar em um pano preto imenso antes que a chuva caía. Deixa. Me deixa.
Eu sei que posso ser melhor, mas deixa essa chuva cair, deixa esses trovões ecoarem dentro da minha cabeça. Que essa enchorrada leve todos os erros embora, todos os amores mal resolvidos, todos os sentimentos não correspondidos. Lava minha alma, me deixa novo.
Tras um sol daqueles que queimam a alma, daqueles que te dá vontade de viver. Tras o calor do dia, o calor da alma. O calor do amor. Tras pra mim aquela que vai me fazer sorrir só por existir. E aproveita pra trazer aquela vontade de viver que você tirou quando se foi.
Obs: Se você achou essa carta, é porque revirou minhas coisas. E se você fez isso, é porque está com saudades.
Um beijo, seu Menino.
http://letras.terra.com.br/nickelback/1987511/traducao.html
A forma mais fácil de falar sem que ninguém te ouça, é escrever. Eu não quero ser ouvido, de verdade. Eu apenas quero desabafar algo preso dentro de mim. Essa coisa que mais parece aquelas bigornas de cartoon, amarrada ao meu pescoço me puxando pro fundo do buraco. Pro fundo do poço. Pro fundo do fundo da vida. O fracasso. O fracasso de um lutador. De um jogador. Esse sou eu.
Cai, meus amigos. E agora sinto como se o chão fosse tão macio que não quero me levantar, quero apenas me revirar aqui e olhar para o céu. Deixa eu contar algumas estrelas, deixa eu ver o sol nascer, deixa eu ver o sol sumir e o céu se transformar em um pano preto imenso antes que a chuva caía. Deixa. Me deixa.
Eu sei que posso ser melhor, mas deixa essa chuva cair, deixa esses trovões ecoarem dentro da minha cabeça. Que essa enchorrada leve todos os erros embora, todos os amores mal resolvidos, todos os sentimentos não correspondidos. Lava minha alma, me deixa novo.
Tras um sol daqueles que queimam a alma, daqueles que te dá vontade de viver. Tras o calor do dia, o calor da alma. O calor do amor. Tras pra mim aquela que vai me fazer sorrir só por existir. E aproveita pra trazer aquela vontade de viver que você tirou quando se foi.
Obs: Se você achou essa carta, é porque revirou minhas coisas. E se você fez isso, é porque está com saudades.
Um beijo, seu Menino.
http://letras.terra.com.br/nickelback/1987511/traducao.html
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Sem sentido III
- Uma coisa é uma coisa e outra coisa não tem nada a ver com a primeira coisa.
- Ahn?
- É isso ai.
- Mas isso o quê?
- Isso!
- Isso?
- Não.
- Ah, tenha dó.
- Dó? Dó ré mi fá sol lá si Dó.
- Agora deu pra tirar onda com a minha cara?
- Onda? Se eu tirar uma onda com a sua cara, você morre afogada, não acha?
- Caralho!
- Uhn... Bravinha.
- Vai se foder.
- Irei.
(silêncio)
- Acalmou?
- Não.
- Interessante. Posso sentar aqui, de novo?
- Vai calar a boca?
- Não.
- Então, não.
Sentei assim mesmo.
- Então... Por que a raiva?
- Você.
- Eu?
- Eu.
- Ahn?
- Nada.
Uma hora a vida continua...
Carta pro Zé
Zé do céu, eu tô tão eu-sem-mim. Tô na vida sem viver. Não tô pra ninguém, não, Zé. Tô triste. Tristeza acumulada, Zé. Tristeza de choro. Tristeza de perda. Tristeza de triste, Zé.
Vai lá, Zé... Me diz o que é que a gente faz pra voltar a sorrir. Me diz como é que a gente age quando a vida brinca com a sua cara e depois te dá um tapa estralado no rosto, você ri, Zé? Eu rio. Rio bonito, azul demais, cheio de peixes. Meu rio tá morto. Mar morto. Mar parado. Sem ondas. Sem vida.
Oh, Zé... Eu não sei mais de nada, viu? Se alguém perguntar, diz que a vida brincou com a minha cara e eu brinquei com ela. Fala que não quero companhia e me deixa acreditar que eu estou bem. Fala pra todo mundo que você me viu dia desses e que eu sorri pra você. Esquece que me viu chorar, Zé. Lembra só do meu sorriso meio-torto-falso tentando te enganar com um "eu tô bem, zé.. e você?".
Por fim, Zé... Vou te pedir algo baixinho: Cuida dela, Zé. Cuida dela enquanto eu tento cuidar de mim. Cuida dela e vê se não deixa aquele Mané Zé machucá-la, porque eu queria fazer isso, mas ela me afastou. Só estou acreditando que ainda posso sorrir. Te cuida aê, Zé.
Abraço.
Vai lá, Zé... Me diz o que é que a gente faz pra voltar a sorrir. Me diz como é que a gente age quando a vida brinca com a sua cara e depois te dá um tapa estralado no rosto, você ri, Zé? Eu rio. Rio bonito, azul demais, cheio de peixes. Meu rio tá morto. Mar morto. Mar parado. Sem ondas. Sem vida.
Oh, Zé... Eu não sei mais de nada, viu? Se alguém perguntar, diz que a vida brincou com a minha cara e eu brinquei com ela. Fala que não quero companhia e me deixa acreditar que eu estou bem. Fala pra todo mundo que você me viu dia desses e que eu sorri pra você. Esquece que me viu chorar, Zé. Lembra só do meu sorriso meio-torto-falso tentando te enganar com um "eu tô bem, zé.. e você?".
Por fim, Zé... Vou te pedir algo baixinho: Cuida dela, Zé. Cuida dela enquanto eu tento cuidar de mim. Cuida dela e vê se não deixa aquele Mané Zé machucá-la, porque eu queria fazer isso, mas ela me afastou. Só estou acreditando que ainda posso sorrir. Te cuida aê, Zé.
Abraço.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Luz de velas
Olha Preta, eu tenho uma vida inteira ligada a você e não posso, simplesmente, puxar a tomada. Eu desencadearia um apagão danado e viveria a restos de velas achados dentro de uma gaveta qualquer na sala.
Mas, mesmo sabendo disto eu puxei a tomada. E agora, não vejo absolutamente nada em minha frente. Não achei nenhum pedaço de vela pra me dar luz, como eu havia dito porque na verdade, ainda não procurei. Por medo de achar nossas fotos jogadas dentro da gaveta. Então, acendi meu celular, foi suficiente pra achar minha cama... Estou aqui, jogado nela, abraçando meu travesseiro. Tenho lágrimas nos olhos, muitas lágrimas. Um choro maldito que não cessa.
Não quero levantar daqui, não quero começar do zero, mas também não quero ligar a tomada, de novo. Tem um curto circuito nesses fios embolados. Não quero deixar pegar fogo.
Acendi meu celular de novo, agora estou indo na sala pegar a vela que eu disse. Vou com o pensamento focado apenas nas velas, se acaso vier uma foto nossa junto, finjo que não vi que é pra não deixar mais lágrimas escorrer. Deixo uma luz acesa, tomo um banho rápido pra tirar essas lágrimas salgadas do meu rosto, abro um sorriso falso no rosto e encaro a vida de novo.
Deixo um aviso na caixa de entrada do seu celular: Se você ainda quiser passar por aqui, eu te recebo... Mas aquela tomada vai ficar desligada, deixa aqueles fios quietos, recomeçamos do zero, feito?
Mas isso é só se você vier me visitar. Enquanto isso, fico com minhas velas e meu sorriso de meia boca. Ninguém precisa saber o que se passa. Ou o que passou.
Assopro a vela agora e, deito em minha cama. Boa noite, minha Preta. Esse é meu ultimo pensamento do dia.
Mas, mesmo sabendo disto eu puxei a tomada. E agora, não vejo absolutamente nada em minha frente. Não achei nenhum pedaço de vela pra me dar luz, como eu havia dito porque na verdade, ainda não procurei. Por medo de achar nossas fotos jogadas dentro da gaveta. Então, acendi meu celular, foi suficiente pra achar minha cama... Estou aqui, jogado nela, abraçando meu travesseiro. Tenho lágrimas nos olhos, muitas lágrimas. Um choro maldito que não cessa.
Não quero levantar daqui, não quero começar do zero, mas também não quero ligar a tomada, de novo. Tem um curto circuito nesses fios embolados. Não quero deixar pegar fogo.
Acendi meu celular de novo, agora estou indo na sala pegar a vela que eu disse. Vou com o pensamento focado apenas nas velas, se acaso vier uma foto nossa junto, finjo que não vi que é pra não deixar mais lágrimas escorrer. Deixo uma luz acesa, tomo um banho rápido pra tirar essas lágrimas salgadas do meu rosto, abro um sorriso falso no rosto e encaro a vida de novo.
Deixo um aviso na caixa de entrada do seu celular: Se você ainda quiser passar por aqui, eu te recebo... Mas aquela tomada vai ficar desligada, deixa aqueles fios quietos, recomeçamos do zero, feito?
Mas isso é só se você vier me visitar. Enquanto isso, fico com minhas velas e meu sorriso de meia boca. Ninguém precisa saber o que se passa. Ou o que passou.
Assopro a vela agora e, deito em minha cama. Boa noite, minha Preta. Esse é meu ultimo pensamento do dia.
Apaixoquase.: Eu tentei ser a melhor em te fazer feliz, mas é t...
Apaixoquase.: Eu tentei ser a melhor em te fazer feliz,
mas é t...: Eu tentei ser a melhor em te fazer feliz, mas é tão fácil de desencaminhar. Te perdi. Soltei sua mão, mas permaneci com o braço este...
mas é t...: Eu tentei ser a melhor em te fazer feliz, mas é tão fácil de desencaminhar. Te perdi. Soltei sua mão, mas permaneci com o braço este...
Sem fazer sentido II
- Por que eu deveria acreditar em você?
- Por que eu acreditaria em mim.
- Mas eu não sou você.
- Pois então não acredite.
- Exatamente.
(silêncio)
- Um bom motivo pra que eu acredite.
- Não tenho.
(silêncio)
- Você me ama? Certeza?
- Sim.
- Por que você nunca diz com todas as letras? Eu amo você... Assim, por exemplo.
- Não é necessário.
- O que não é necessário?
- Essas palavras.
- Por que não?
- Por que palavras são apenas palavras e só.
(silêncio)
- Diz.
- Não.
- Eu te amo.
(silêncio)
- Eu vou embora.
- Vá.
(silêncio)
- Por que você é assim?
- Se eu fosse de outro jeito, você não me amaria.
- Antes fosse.
- Pois serei.
(silêncio)
- Não seja. Eu gosto de amar você.
- Bom...
- Bom?
- É.
- Por quê?
- Por que é.
- Você é muito seco.
- Já fui molhado demais.
(silêncio)
- Fica comigo?
- Não.
- Por quê?
- Palavras são apenas palavras e só.
(silêncio)
- Me abraça?
- Agora.
(silêncio)
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Só fica
Você é um maldito amor que jamais vai deixar de ser amor. Você é você. E a cada vez que ouço o seu nome, vejo seu rosto, seu sorriso, seus lábios... Você. Lembro-me de cada momento que estivemos juntos. Cada abraço, beijo e carinho. Por mim, você seria pra sempre meu... Por você, nunca voltaríamos a estar. Mas eu nunca quis demais, só pedi pra que ficasse. Fica. Comigo. Agora. Depois. Tanto faz. Só fica.
A revolta de um dia qualquer
Fico impressionada na capacidade das pessoas de nos cobrar; por amizade, fidelidade, lealdade, amor, carinho... Mas ao mesmo tempo, elas não fazem por onde. Na verdade, todos te cobram, mas ninguém está disposto a dar o mesmo.
Posso pular do quinquagésimo andar de um prédio, todos que me rodeiam dirão: Não pule! Mas nenhum deles será capaz de pular junto, seja para tentar me salvar ou apenas para morrer junto.
O mundo está rodeado de pessoas egoístas e eu não vou me tirar dessas “pessoas”, por que eu também sou. Sim, eu sou egoísta. Decepção? Por quê? Eu ao menos tenho a coragem de dizer isso e você? Você tem a capacidade de chegar a mim e dizer: Desculpa, sou egoísta demais para deixar você ir. Você tem essa coragem? Não, você não tem. Quanto mais você tem, mais você quer ter.
Ando pedindo pouco ao mundo. Descobri que simplicidade é a coisa mais linda que já existiu. Deixei de querer você. Você, você, você e até você, veja só... Até mesmo você, eu deixei ir. Disse a verdade e soltei. Abri a mão e você simplesmente voou. Vem vez em quando e volta a pousar em meu ombro, assoviar ao pé do meu ouvido. Mas ali você fica. Ali eu te deixo. Sorrio brevemente para você e deixo você voar novamente. Não quero ter nada para alimentar, não quero ter nada que me prenda aqui... Quero liberdade para poder viajar quinze dias sem me preocupar com o que deixei. Viajar um ano, sem lembrar que tenho alguém ou algo me esperando em casa. Quero viver todas as vidas possíveis.
As chaves do apartamento estão no bolso de trás da minha calça, quer dizer, estava... Acabei de deixa-las em cima da mesa da cozinha na casa da minha Mãe, passei para me despedir. Tem roupas, fotos e alguns perfumes desconhecidos lá. Um pouco dela, um pouco de você e um pouco de outro passado que é tão presente... Desculpa por isso.
Deixei tudo e todos para trás. Vocês, amigos, vão me entender. Vocês, amores, vão me crucificar. Vocês, família, vão me chamar de rebelde. Vocês, todos, sejam felizes... Eu estou indo buscar a minha felicidade, e saibam que tudo o que vocês falarem de mim... Será ouvido em algum momento; em algum lugar desse mundo. Amigos, meu muito obrigado. Amores, minhas mais sinceras desculpas. Família, eu sou a ovelha negra... Fiz em dezoito anos o que nem a minha Avó com oitenta anos fez a vida inteira. Abraços e beijos, Eu.
Obs¹: Vai existir egoísmo em todos os lugares. Seja aqui, seja no polo norte. Faça a sua parte e seja feliz.
Obs²: Amigos, minha base. Eu amo vocês, seus filhos da #@*¨#&@¨#.
Obs³: Família, vocês são um pé no saco. Sempre foram e sempre vão ser.
Obs¹-¹: Mãe. Pra sempre você. Te amo.
Sem fazer sentido
- Uma cadeira. Quatro pés. Amarela. Estranha. Bonita. Contradição. Eu. O que talvez não seja tão legal assim. Logo, voltamos ao inicio... Desinteresse. Você. Eu. Sem nós.
- Como assim?
- Assim, assado. Sendo.
- Está vendo aquela lua ali?
- Sim, estou.
- Eu não.
- “Eu não vejo” ou “eu não quero ver”?
- Eu não quero.
-Eu não quero de querer ou de não quero ver?
- De não.
- De não vê?
- É. Pode ser.
- Como pode ser?
- Na vida tudo pode.
- Eu posso?
- Você pode.
(Silêncio)
- Silêncio trás amargura. Pensamentos obscuros. Passado.
- Passado?
- Passou?
- Sim.
- Não.
- Por que não?
- Porque não.
- Como pode?
- Podendo.
- A vida trouxe você?
- A gente.
- A gente de nós ou agente de polícia?
- Polícia.
- Por quê?
- Porque eu quero.
- Como pode?
- Não pode.
- Mas...
- Nada de “mas”.
- Nada de “mas”, contraponto ou “mas” de “mais”, adição?
- Os dois.
- Eu e você?
- Não.
- Por quê?
- Porque eu não quero “nós”.
- Um mais um é uma adição. Eu mais você, é um “nós”.
- Não, é um agente.
- Agente de polícia?
- Sim.
- Por quê?
- Por que a gente junto é briga.
- Briga?
- Sim.
- Briga de discussão básica?
- Não. Briga de tapas.
- Por quê?
- Por que a diferença faz diferença.
- Mas a diferença é uma diferença.
- Sim.
- Você está me deixando confusa.
- Que bom.
- Por quê?
- Você pergunta demais.
- Sim.
- Por quê?
- Agora é você quem está perguntando.
- Certo.
(Silêncio)
- Silêncio não vai nos tirar daqui.
- Quem disse que eu tenho intenção de sair?
- Certo.
- Venci?
- Talvez.
- Por quê, talvez?
- Agora é você quem está perguntando demais.
- Tenho o direito, não?
- De novo, outra pergunta.
- Certo, de novo.
(Silêncio)
- Silêncio de novo? Ah, não... Assim eu desisto.
- Que bom.
- Bom?
- É.
- Quer que eu desista?
- Não.
- Então por que bom?
- Porque é.
- Confusão.
- Sim.
- Solte-se.
- Não.
- Sim, não, sim, não, não, sim... Cansei.
- Ótimo!
- Fim?
- Talvez.
(Silêncio)
- Por que não me deixa ir embora?
- Porque te quero aqui.
- Pra quê?
- Pra nada.
- Nada?
- Sim.
(Silêncio)
- Eu fico.
- Fica.
- Fazendo nada?
- Fazendo nada!
(Silêncio)
- Me abraça?
- Te abraço.
(Silêncio)
Ganhei na loteria, mas... Não fiquei rico
Você faz planos pro futuro e sente-se feliz com isso. Você ri da sua cara quando se olha no espelho, porque realmente acha engraçado um cara do seu tamanho ficar tão idiota ao lado de uma mulher.
Você levou ela ao parque central da cidade, levou comida e um pano pra forrar no chão. Forrou, sentou e pediu pra que ela sentasse entre suas pernas. Ela o fez e então, você a abraçou pela cintura e repousou o rosto sobre o ombro dela. Você, observava o lago. Ela, o céu. Você, beijava delicadamente o pescoço dela e ela, sorria toda desconcertada, afinal, aquele é o ponto fraco dela - Muito fraco, diga-se de passagem.
Ela pede para que você pare, mas você não quer parar. Você quer ela agora, naquele momento, naquele segundo e naquele local - Complicado, tem família passeando pelo lugar. Então você a chama para ir para casa, ela concorda discretamente com a cabeça, porque embora ela não admita, ela também está querendo você.
Nota no meio do texto: Mulher é um bicho complicado, diz não querendo dizer sim. Aprenda isso.
Levantei-me do lugar e recolhi rapidamente as coisas, peguei em sua mão e vim guiando-a para o meu apartamento. Os beijos começaram assim que pisamos no elevador. Ela me beijou. Ela me agarrou, praticamente. Essa mulher quando tem desejo, quase me mata de tanto tesão. Essa é a verdade.
Fui abraçando-a e beijando, deixei as coisas ficarem no chão mesmo. Quando o elevador parou, peguei rapidamente as coisas, abri um sorriso safado em sua direção e puxei-a pela mão, guiando-a até a porta. Peguei as chaves e abri a porta, fiz isso em menos de um minuto, tenho que admitir que foi o meu recorde. Nunca tinha aberto aquela porta tão depressa.
Entramos, joguei as coisas no chão da sala mesmo. Depois eu arrumo, pensei. Trouxe ela em meus braços e comecei um beijo daqueles apaixonados. Calmo demais, até. Ela abraçou meu pescoço e foi dando alguns passos para trás, por incrível que pareça, ela conseguiu me jogar no sofá e ficar por cima de mim. Pra falar a verdade, não sei como ela conseguiu isso… Eu digo: homem apaixonado vira fantoche na mão da namorada.
Ela tomou iniciativa no negócio e eu fiquei pensando “ou eu sou muito mole, ou sou muito romântico” - acho que os dois, mas enfim -, ela tirou minha camisa, ficou ajoelhada entre minhas pernas e começou a beijar minha barriga. Cara, imagina uma coisa boa, mas uma coisa muito boa mesmo. Eu tinha vontade de virar a situação e foder ela como quem fode uma puta qualquer, mas eu não ia fazer isso. Primeiro porque ela não era uma puta qualquer, segundo que aquilo tava bom demais e terceiro que era a mulher da minha vida ali, me dando beijinhos e mordidas na barriga.
Não vou discorrer o que foi que aconteceu depois daqueles beijinhos e mordidas em minha barriga, vou apenas resumir que depois disso, paramos na cozinha, no banheiro, no chão da sala e enfim, na cama. Posso dizer que ouvir ela gemendo meu nome foi a mesma coisa que ganhar na loteria, digo em questão de felicidade. Em questão financeira, não mudou nada. Na verdade, acho que fiquei um pouco mais pobre, porque depois dessa tarde descobri que amar uma pessoa só não é difícil. E que uma unica mulher pode satisfazer todos os seus desejos em uma só tarde.
Pedi ela em casamento, por isso acho que fiquei mais pobre. Isso não é ruim, fiquei pobre porque tudo que eu vejo e acho bonito, quero dar de presente. Não tem nada melhor do que ver aquele sorriso surgir naqueles lábios que eu quero sempre encher de beijos. E descobri que a segunda pode começar bem quando você é acordado por beijinhos e chega uns vinte minutos atrasado no serviço… Sabe como é, né? (Risos)
Vou te dizer uma coisa, se você ama alguém… Ame devagarinho. Deixe ela tomar conta da situação de vez em quando. Não seja idiota demais, na medida sempre dá certo.
Abraço do seu amigo que está apaixonado pela mesma mulher há mais de um ano.
Conselho de um cara apaixonado
Nunca soube o real significado do tal do amor e talvez, nunca vá saber, embora eu desconfie que venho descobrindo aos poucos. Mas, por enquanto, são só suspeitas de um cara louco-idiota-apaixonado.
Meu amigo. Meu caro amigo, a vida tem sorrido pra mim. É, ela tem arreganhado os dentes pra mim, no bom sentido, claro. Tenho tido dias de rei, quero dizer, ela tem me feito bem demais, amigo. Opa, cheguei aonde eu queria: Ela.
Amigo, vou te contar o que é que aquela morena tem feito com a minha vida. Ela virou meu mundo de cabeça pra baixo e eu, realmente, acho que está tudo certo. Ela me deu estabilidade e confiança, amigo. Ri da minha cara quando me peguei fazendo planos pro nosso futuro… Uma casa, um carro, profissão, filhos… Amigo, porra. Eu não tinha planos sobre esse futuro. Eu não tinha ESSE futuro em mente. Eu não queria me casar, eu não queria filhos, mas com ela… Parece tudo tão natural. Parece ser tão fácil.
Olha, se você quer um conselho: Nunca se apaixone. Você deve estar se perguntando o porquê disso, na verdade, eu não sei te explicar bem… Mas posso tentar. Quando você se apaixona, o mundo gira mais devagar e cada sorriso da pessoa te tira meio segundo de ar. É como se você respirasse um pouco menos e quando acontece de você ver esta mesma pessoa chorar, você sente tudo não-fazer-sentido, se sente a pessoa mais burra, idiota e escrota por provocar aquilo. Você quase se auto-mutila por presenciar uma cenas dessas.
Mas você também pode se sentir a pessoa mais feliz do mundo ao provocar um riso sincero daquela pessoa que te faz sorrir mesmo sem querer. Apaixonar-se pela mesma pessoas todos os dias, não é pra qualquer um, não é fácil… Sorrir todos os dias para o mesmo sorriso requer paciência, compreensão, cumplicidade e muito amor. Muito amor.
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