Sabe o que me dói mais? Não é saber que você não quer voltar. É saber que você quer, mas que não sabe como voltar. Saber disso dói. Dói lá no fundinho, nas entranhas das entranhas, sabe?
Dói porque prometemos que seríamos sempre "nós" e nos tornamos em um "eu e você" tão seco, tão cheio de... Nada! Um tudo que não tem nada. Um nada que não é nem nada, mais. Acabou de um jeito estranho. Eu deixei acabar desse jeito. Eu deixei a "coisa" me corroer e correr de mim. Se eu devo me desculpar, eu não sei e na verdade, acho que não quero mais saber.
Nós perdemos de vez. Eu soltei sua mão e estou feito louco gritando no meio do nada, pra nada. Você, em algum lugar, me ouve, eu sei. Mas não sabe como chegar até mim. Não sabe como voltar ao seu ponto de origem. Ao seu porto seguro. Eu não devia ter soltado sua mão, desculpa por isso. Mas se uma hora você conseguir definir da onde é que meu grito está vindo, por favor, siga-o. Eu, provavelmente, estarei sentado em algum canto, olhando pro céu e contando algumas poucas estrelas que nele está.
Aproxime-se sem medo, sente-se ao meu lado e se reencoste em mim. Eu deixo de contar as estrelas pra te abraçar e segurar sua mão. Prometo não te soltar, mas antes, preciso que você queira que eu te segure, novamente.
Um beijo e te cuida aonde quer que você esteja.
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