Primeiro quero dizer que estou feliz por ter vencido este ano, já que não foi fácil viver e conviver com alguns, dos vários, acontecimentos do mesmo. Devo dizer, também, que encontrei algumas pessoas pelo qual vou levar para sempre comigo. Seja na lembrança ou no coração.
Vocês, meus amigos, "fakeianos". O que dizer de vocês, ein? Como agradecer por cada sorriso que vocês me proporcionaram? Como agradecer por cada momento em que vocês me disseram "Levanta a cabeça, Vince"? Como? Não sei, meus amigos. Não sei, mesmo.
Sempre tive aqui, digo, a internet como um momento em que meus problemas desapareciam. Mas claro, eu sempre arrumei problemas por aqui, também e, vocês sempre ali, ao meu lado, seja pra me mandar calar a boca porque eu estava sem a razão, seja pra me apoiar naquilo que eu achava estar certo. Alguns de vocês me deixaram quebrar a cara, porque sabe que só assim, aprendo. Alguns de vocês, avisaram. Outros, apenas me acompanhavam na "cagada". No final, estávamos sempre no mesmo lugar e de mãos dadas.
Houve desentendimentos, brigas, discussões e xingamentos. Mas também houve carinho, dedicação, desculpas... Houve um pouco de tudo.
Meus amigos... Meus queridos amigos. Amigos. Porque é assim que vocês devem ser chamados: Amigos. Com letra maíuscula. Ou seria Melhores Amigos? Acho que assim fica melhor.
Enfim, Melhores Amigos, agradeço por vocês serem vocês, apenas. E digo à aqueles que não acredita que atráves da internet pode se fazer amigos: Você não sabe de nada.
E não, não quero mais falar. Ah, não sei, mas acho que quando estivermos mais velhos não vamos mais ter contato, porquê vou ter filhos. (Piadas interna)
Eu amo vocês. Eu amo muito vocês.
Odin, Verônica, Olívia, Yann, Teo, Loui, Elisabeth, Luna e Shaiskê (hehe).
Thaís, Hyasminny, Amanda, Lia, Bárbara, Blenda, Camila, Bianca e Iego.
Ps: Vocês não são mais meus amigos "fakeianos", vocês são Meus Amigos. Meus Melhores Amigos.
#CALDEIRÃO
sábado, 24 de dezembro de 2011
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Guri e Guria - Amor estranho
Ê amorzinho complicado esse de vocês, ein? Não sei o que é pior. Se é você sem ela ou se é ela sem você, é que os dois ficam tão insuportáveis que chega uma hora em que eu não sou mais o amigo-ouve-tudo de vocês.
Por que é que vocês não juntam toda essa coisa ao invés de afastar cada vez mais? Olha aí, guria, dá uma chance pra esse guri. O cara te ama, vamos lá. Se não der certo, pelo menos ele teve a prova de que não ia dar certo e pronto, fim. Vocês tentaram. Mas não, você o repele. Você o joga pra escanteio, isso quando não chuta pra fora e eu sou o gandula que vou lá buscar a maldita bola. Ou ele, no caso. Cuido do cara com todo carinho possível, faço-o sorrir, jogo mulheres em cima dele, mas porra, ele só sabe falar de você.
É complicado, eu sei. Mas vocês se adaptam um ao outro, quer dizer, você se adapta à ele. Porque ele já se adaptou a você faz tempo. Ele te leva na mochila pra faculdade, no jaleco, na cabeça e no coração. O cara perde três matérias na faculdade, porque se preocupa em estar presente no MSN quando você está. Seja lá a hora que for. Ele quer te fazer sorrir, você só quer a presença dele. Nada demais.
O cara diz que larga tudo e vai te ver, você responde com um "calma, agora não dá", deixa ele tentar, vai. Dá uma chance. Não custa. Já disse: se não der certo, ao mesmo ele teve a prova disso. Mas olha só, Guria, o tempo passa e as coisas mudam. Não sei se o amor desse Guri, desse Cara, vai mudar... Porque é forte e concreto demais, às vezes, quando ele cansa da éstoria de só esperar por você, ele diz que não quer mais e que vai esperar que você queira, mas no fundo, ele só está esperando por um "fica comigo, Guri" pra ele voltar pros seus braços e te amar até que o sol tome o lugar da lua novamente.
Por que é que vocês não juntam toda essa coisa ao invés de afastar cada vez mais? Olha aí, guria, dá uma chance pra esse guri. O cara te ama, vamos lá. Se não der certo, pelo menos ele teve a prova de que não ia dar certo e pronto, fim. Vocês tentaram. Mas não, você o repele. Você o joga pra escanteio, isso quando não chuta pra fora e eu sou o gandula que vou lá buscar a maldita bola. Ou ele, no caso. Cuido do cara com todo carinho possível, faço-o sorrir, jogo mulheres em cima dele, mas porra, ele só sabe falar de você.
É complicado, eu sei. Mas vocês se adaptam um ao outro, quer dizer, você se adapta à ele. Porque ele já se adaptou a você faz tempo. Ele te leva na mochila pra faculdade, no jaleco, na cabeça e no coração. O cara perde três matérias na faculdade, porque se preocupa em estar presente no MSN quando você está. Seja lá a hora que for. Ele quer te fazer sorrir, você só quer a presença dele. Nada demais.
O cara diz que larga tudo e vai te ver, você responde com um "calma, agora não dá", deixa ele tentar, vai. Dá uma chance. Não custa. Já disse: se não der certo, ao mesmo ele teve a prova disso. Mas olha só, Guria, o tempo passa e as coisas mudam. Não sei se o amor desse Guri, desse Cara, vai mudar... Porque é forte e concreto demais, às vezes, quando ele cansa da éstoria de só esperar por você, ele diz que não quer mais e que vai esperar que você queira, mas no fundo, ele só está esperando por um "fica comigo, Guri" pra ele voltar pros seus braços e te amar até que o sol tome o lugar da lua novamente.
Um quase-natal
É quase noite de natal e eu não vejo nada de bom acontecendo. Cadê o papai noel preparando o trenó pra descer aqui em casa? Tudo bem que aqui nem tem uma árvore pra ele colocar os presentes de baixo, mas poxa, tem uma guirlanda na porta com uma caricatura. É pequena, mas é de bom agrado. Fui um bom menino esse ano, fiz quase tudo que eu devia fazer. Errei algumas vezes, mas quem é que não erra, não é mesmo papai noel? Então.
Já é quase natal e eu não sei o que foi esse ano. Não tirei proveitos e nem desproveitos dele. Parece até que não vivi esse ano. O que é que aconteceu? Passou tão depressa. Nem vi.
Deixei alguns amores passarem, alguns... Nem tanto. Paixões. Ah, tive muitas paixões. Paixões fogosas, paixões carinhosas, paixões frias, paixões estranhas. Paixões, apenas. Tenho e tive um amor. Terei ele pro ano que vem, ainda. Amor estranho, corroído. Estragado. Quebrado. Fodido e todo estralhaçado, mas ainda amor. Estou na busca pelo conserto desse amor aí, papai noel. Sabe como é, depois de tanto procurar ela em outro alguém descobri que só ela será. Mas tem outra coisa, esse amor de tanto ser amor, está desgastado e pelo que eu vejo, tem algo pintando ai. Vai saber se é amor, se é paixão, se é amizade ou sei lá o quê. Mas deixa isso pro próximo texto.
Nessa quase-noite de natal, devo dizer que chorei. Ou ao menos derramei algumas lágrimas... Lembrei dos outros 25 de dezembro que vivi. A maioria não-legais, é verdade. Mas é 25 de dezembro e tenho a obrigação de sorrir. Infelizmente, não dá pra chorar o dia todo. Porque na realidade, era isso que eu queria poder fazer. Queria apenas poder me fechar em um quarto qualquer e chorar. Chorar. Chorar. Chorar. Se possível até dia 2 de janeiro de 2012.
Olha, eu queria poder falar sobre o motivo desse choro, mas isso, é outra história que, talvez, eu conte no dia 23 de dezembro de 2012. Feliz natal - você que gosta de natal. E papai noel, eu estava brincando, eu não acredito que você venha me trazer presentes e muito menos que você exista. Na verdade, eu não acredito é nessa confraternização toda desse dia estranho que é 25 de dezembro.
Já é quase natal e eu não sei o que foi esse ano. Não tirei proveitos e nem desproveitos dele. Parece até que não vivi esse ano. O que é que aconteceu? Passou tão depressa. Nem vi.
Deixei alguns amores passarem, alguns... Nem tanto. Paixões. Ah, tive muitas paixões. Paixões fogosas, paixões carinhosas, paixões frias, paixões estranhas. Paixões, apenas. Tenho e tive um amor. Terei ele pro ano que vem, ainda. Amor estranho, corroído. Estragado. Quebrado. Fodido e todo estralhaçado, mas ainda amor. Estou na busca pelo conserto desse amor aí, papai noel. Sabe como é, depois de tanto procurar ela em outro alguém descobri que só ela será. Mas tem outra coisa, esse amor de tanto ser amor, está desgastado e pelo que eu vejo, tem algo pintando ai. Vai saber se é amor, se é paixão, se é amizade ou sei lá o quê. Mas deixa isso pro próximo texto.
Nessa quase-noite de natal, devo dizer que chorei. Ou ao menos derramei algumas lágrimas... Lembrei dos outros 25 de dezembro que vivi. A maioria não-legais, é verdade. Mas é 25 de dezembro e tenho a obrigação de sorrir. Infelizmente, não dá pra chorar o dia todo. Porque na realidade, era isso que eu queria poder fazer. Queria apenas poder me fechar em um quarto qualquer e chorar. Chorar. Chorar. Chorar. Se possível até dia 2 de janeiro de 2012.
Olha, eu queria poder falar sobre o motivo desse choro, mas isso, é outra história que, talvez, eu conte no dia 23 de dezembro de 2012. Feliz natal - você que gosta de natal. E papai noel, eu estava brincando, eu não acredito que você venha me trazer presentes e muito menos que você exista. Na verdade, eu não acredito é nessa confraternização toda desse dia estranho que é 25 de dezembro.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Perdi você de mim
Sabe o que me dói mais? Não é saber que você não quer voltar. É saber que você quer, mas que não sabe como voltar. Saber disso dói. Dói lá no fundinho, nas entranhas das entranhas, sabe?
Dói porque prometemos que seríamos sempre "nós" e nos tornamos em um "eu e você" tão seco, tão cheio de... Nada! Um tudo que não tem nada. Um nada que não é nem nada, mais. Acabou de um jeito estranho. Eu deixei acabar desse jeito. Eu deixei a "coisa" me corroer e correr de mim. Se eu devo me desculpar, eu não sei e na verdade, acho que não quero mais saber.
Nós perdemos de vez. Eu soltei sua mão e estou feito louco gritando no meio do nada, pra nada. Você, em algum lugar, me ouve, eu sei. Mas não sabe como chegar até mim. Não sabe como voltar ao seu ponto de origem. Ao seu porto seguro. Eu não devia ter soltado sua mão, desculpa por isso. Mas se uma hora você conseguir definir da onde é que meu grito está vindo, por favor, siga-o. Eu, provavelmente, estarei sentado em algum canto, olhando pro céu e contando algumas poucas estrelas que nele está.
Aproxime-se sem medo, sente-se ao meu lado e se reencoste em mim. Eu deixo de contar as estrelas pra te abraçar e segurar sua mão. Prometo não te soltar, mas antes, preciso que você queira que eu te segure, novamente.
Um beijo e te cuida aonde quer que você esteja.
Dói porque prometemos que seríamos sempre "nós" e nos tornamos em um "eu e você" tão seco, tão cheio de... Nada! Um tudo que não tem nada. Um nada que não é nem nada, mais. Acabou de um jeito estranho. Eu deixei acabar desse jeito. Eu deixei a "coisa" me corroer e correr de mim. Se eu devo me desculpar, eu não sei e na verdade, acho que não quero mais saber.
Nós perdemos de vez. Eu soltei sua mão e estou feito louco gritando no meio do nada, pra nada. Você, em algum lugar, me ouve, eu sei. Mas não sabe como chegar até mim. Não sabe como voltar ao seu ponto de origem. Ao seu porto seguro. Eu não devia ter soltado sua mão, desculpa por isso. Mas se uma hora você conseguir definir da onde é que meu grito está vindo, por favor, siga-o. Eu, provavelmente, estarei sentado em algum canto, olhando pro céu e contando algumas poucas estrelas que nele está.
Aproxime-se sem medo, sente-se ao meu lado e se reencoste em mim. Eu deixo de contar as estrelas pra te abraçar e segurar sua mão. Prometo não te soltar, mas antes, preciso que você queira que eu te segure, novamente.
Um beijo e te cuida aonde quer que você esteja.
domingo, 11 de dezembro de 2011
Minha Preta
- Você sente-se bem?
- Não.
- Por quê?
- Não sei, sinto como se algo dentro de mim fosse me devorar.
- Algo? O quê? Do que está falando?
Suspirei por um segundo antes de responder e logo desparei: - Esse amor... Essa coisa está me devorando. Está me matando, me comendo de dentro pra fora. Isso não está certo e eu realmente não sei como fazer pra tirar isso de mim. Pra jogar pra fora, acabar com isso ou achar um jeito de alimentá-lo sem ser dos meus orgãos, dos meus pensamentos. Dos meus sentimentos.
Um silêncio intenso tomou o lugar assim que acabei de falar. Fiquei olhando para o rosto dela, tentando decifrar o que ela estava sentindo ou o que ela estava pensando e de repente ela se atropelou nas palavras.
- Você é um idiota. Você me perde porque quer. Você faz isso porque você quer. Você me tem nas mãos e ao invés de fechar os dedos e me prender, você faz questão de abrir bem pra ver se me deixa escapar.
De verdade, eu não sabia o que dizer depois daquelas frases atropeladas dela. Não sabia como responder ou como corresponder à aquilo. Assenti com a cabeça e senti o olhar dela queimar em meu rosto. Abaixei o olhar rapidamente; eu não era capaz de encará-la. Não agora. Não naquela situação. Mantive o olhar baixo enquanto pude, até que ela soltou aquele suspiro baixo, aquele que ela sempre solta quando está farta de algo. Nessa hora percebi que, ou havia a perdido de verdade ou... Sei lá. Senti os dedos gelados da mão dela tocar meu rosto, fiquei mais gelado ainda. Nervoso maldito, engole esse choro, rapaz. - pensei. E então, ela com a voz mais calma e de um jeito mais manso disse:
- Eu te amo. Eu te amo muito. Mas não sei o que fazer contigo, comigo... Com a gente.
Ela tirou os dedos do meu rosto e eu fiquei mais uns segundos enfeitiçado por aqueles olhos meio verdes, meio castanhos, meio alguma coisa que eu não sei o que é. Meio eu te amo, meio... Deixa pra lá. Voltando do transe, eu sorri meio sem graça, meio sem jeito e procurei um jeito de me afastar. Não consegui, o que já era de se esperar, ao invés disso, dei um passo para frente e agarrei pela cintura. Deixei ela sentir meu hálito quente de um-quase-choro percorrer o pescoço que ela tentava esconder sem muito sucesso. Suspirei algumas vezes e soltei desesperado próximo ao ouvido dela: - Eu te amo, eu te amo, eu te amo muito mais do que todos esses "eu te amo" possa expressar. Eu te amo de um jeito que ninguém mais vai amar. Eu te amo de um jeito unico e bonito. E eu posso não ser o melhor cara do mundo, mas sou unico com todo esse amor louco e desenfreado por você. Preso dentro de mim, mas é por você. Eu sei, não é assim que você quer, não é assim que você sonhou. Mas deixa eu te fazer sorrir. Beijei aquele vãozinho entre a orelha e o pescoço dela assim que terminei a frase, senti ela se arrepiar e vi um sorriso bobo aparecer em meus lábios. Os braços dela se apertou em meu pescoço e eu a apertei em mim. Queria fundir meu corpo no dela naquele momento, queria parar o mundo inteiro, queria fazer ela entender que eu sou o idiota dela. Que eu sou o cara que ela odeia, mas ao mesmo tempo o que ela mais ama. Então, ela disse baixinho:
- Eu te odeio.
Sorri satisfeito ao ouvir aquilo, não sei por quê, mas de alguma forma eu sabia que aquilo era um "eu te amo" disfarçado. Subi minhas mãos e peguei as dela, entrelaçando nossos dedos. Dei um passo para trás, fitando os olhos dela. Selei o nossos lábios e logo murmurei: - Somos um só. Sempre vamos ser. Segura na minha mão e te apoia em mim. Não posso prometer que você não vai cair, mas posso prometer que vou estar lá pra te ajudar a levantar. Eu te amo, minha Preta.
- Não.
- Por quê?
- Não sei, sinto como se algo dentro de mim fosse me devorar.
- Algo? O quê? Do que está falando?
Suspirei por um segundo antes de responder e logo desparei: - Esse amor... Essa coisa está me devorando. Está me matando, me comendo de dentro pra fora. Isso não está certo e eu realmente não sei como fazer pra tirar isso de mim. Pra jogar pra fora, acabar com isso ou achar um jeito de alimentá-lo sem ser dos meus orgãos, dos meus pensamentos. Dos meus sentimentos.
Um silêncio intenso tomou o lugar assim que acabei de falar. Fiquei olhando para o rosto dela, tentando decifrar o que ela estava sentindo ou o que ela estava pensando e de repente ela se atropelou nas palavras.
- Você é um idiota. Você me perde porque quer. Você faz isso porque você quer. Você me tem nas mãos e ao invés de fechar os dedos e me prender, você faz questão de abrir bem pra ver se me deixa escapar.
De verdade, eu não sabia o que dizer depois daquelas frases atropeladas dela. Não sabia como responder ou como corresponder à aquilo. Assenti com a cabeça e senti o olhar dela queimar em meu rosto. Abaixei o olhar rapidamente; eu não era capaz de encará-la. Não agora. Não naquela situação. Mantive o olhar baixo enquanto pude, até que ela soltou aquele suspiro baixo, aquele que ela sempre solta quando está farta de algo. Nessa hora percebi que, ou havia a perdido de verdade ou... Sei lá. Senti os dedos gelados da mão dela tocar meu rosto, fiquei mais gelado ainda. Nervoso maldito, engole esse choro, rapaz. - pensei. E então, ela com a voz mais calma e de um jeito mais manso disse:
- Eu te amo. Eu te amo muito. Mas não sei o que fazer contigo, comigo... Com a gente.
Ela tirou os dedos do meu rosto e eu fiquei mais uns segundos enfeitiçado por aqueles olhos meio verdes, meio castanhos, meio alguma coisa que eu não sei o que é. Meio eu te amo, meio... Deixa pra lá. Voltando do transe, eu sorri meio sem graça, meio sem jeito e procurei um jeito de me afastar. Não consegui, o que já era de se esperar, ao invés disso, dei um passo para frente e agarrei pela cintura. Deixei ela sentir meu hálito quente de um-quase-choro percorrer o pescoço que ela tentava esconder sem muito sucesso. Suspirei algumas vezes e soltei desesperado próximo ao ouvido dela: - Eu te amo, eu te amo, eu te amo muito mais do que todos esses "eu te amo" possa expressar. Eu te amo de um jeito que ninguém mais vai amar. Eu te amo de um jeito unico e bonito. E eu posso não ser o melhor cara do mundo, mas sou unico com todo esse amor louco e desenfreado por você. Preso dentro de mim, mas é por você. Eu sei, não é assim que você quer, não é assim que você sonhou. Mas deixa eu te fazer sorrir. Beijei aquele vãozinho entre a orelha e o pescoço dela assim que terminei a frase, senti ela se arrepiar e vi um sorriso bobo aparecer em meus lábios. Os braços dela se apertou em meu pescoço e eu a apertei em mim. Queria fundir meu corpo no dela naquele momento, queria parar o mundo inteiro, queria fazer ela entender que eu sou o idiota dela. Que eu sou o cara que ela odeia, mas ao mesmo tempo o que ela mais ama. Então, ela disse baixinho:
- Eu te odeio.
Sorri satisfeito ao ouvir aquilo, não sei por quê, mas de alguma forma eu sabia que aquilo era um "eu te amo" disfarçado. Subi minhas mãos e peguei as dela, entrelaçando nossos dedos. Dei um passo para trás, fitando os olhos dela. Selei o nossos lábios e logo murmurei: - Somos um só. Sempre vamos ser. Segura na minha mão e te apoia em mim. Não posso prometer que você não vai cair, mas posso prometer que vou estar lá pra te ajudar a levantar. Eu te amo, minha Preta.
sábado, 10 de dezembro de 2011
Não leia
Não leia isso, aqui tem tudo o que você não quer ler.
Peguei o celular e apertei os números quase que automaticamente, dei conta que estava te ligando, quer dizer, estava quase te ligando. Apertei desesperadamente "cancelar chamada", quase acabei com o botão do celular e quando finalmente desligou, suspirei, não sei se de alívio ou se de arrependimento por não ter deixado chamar.
No final das contas, foi melhor assim. Você sabe. O que eu ia dizer? O que íamos dizer? Ficaríamos ambos calados sem saber como agir. Eu diria "Parabéns, universitária." você ia sorrir e dizer "obrigada", logo não teríamos mais assunto. Eu ia arrumar uma desculpa qualquer pra desligar e você ia fingir que acreditou que eu realmente ia fazer aquilo que disse.
Tenho estado com alguém, tenho tido carinho, tenho tido atenção, mas sinto falta de algo que só você sabe como preencher. Não sei o que é. Na verdade, eu não faço a mínima ideia do que seja. Você tem um jeito estranho, ciumento, possessivo e protetor de ser, acho que é disso que sinto falta. Posso ter tudo isso com outro alguém, posso gostar, posso querer, mas você ainda não saiu da minha cabeça e nem desocupou aquele canto do meu coração.
Não vou te pedir pra sair. Não vou te pedir pra ficar. Faça o que você quiser, eu aceito tudo. Juro. Um beijo da sua - sempre - guria. Te cuida enquanto eu não cuido. E eu avisei pra não ler.
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